Ventos democráticos no mundo esportivo?

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Forças relevantes que defendem novas eleições na Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) não estão sozinhas em seu objetivo central, que é ver a vontade da maioria realmente prevalecendo.

A equipe de jornalismo do BLOG acompanha os movimentos de outras entidades esportivas que vivenciam dilemas e impasses da mesma raiz, como ocorreu com judô, surf, atletismo e basquete.

Um analista do cenário, cuja fonte é preservada, indica que um mesmo “modus operandi vem sendo detectado como atuante nessas diferentes confederações – onde, não por mera coincidência, processos de escolha foram igualmente questionados e motivadores de mobilizações judiciais.

Ou seja: esses episódios recentes também se revelaram marcados por falta de consenso em relação aos resultados finais e, assim, migraram da simples votação para os tribunais.

ATLETISMO: OPOSIÇÃO VIRA O JOGO

No atletismo, por exemplo, a terça-feira, 30/3, já entrou para a história por reviravolta em sua disputa de comando.

A chapa “Foco no Atleta”, que havia sido impugnada pela comissão eleitoral da CBAT (Confederação Brasileira de Atletismo), informou ao BLOG ter vencido a disputa justamente após obter direito judicial, com três liminares, de se reinserir no pleito.

A chapa ganhadora teve à frente Wlamir Campos – que, apesar de ser o então vice-presidente da entidade, decidiu medir forças com a “Atletismo com Diálogo, Respeito, Ética e Transparência”, capitaneada pelo presidente com mandato cessante, Warlindo Carneiro Filho.   

BASQUETE, JUDÔ E SURF

Como se vê, liminares favoráveis às oposições começaram a vir à tona em outras confederações brasileiras neste ano, assim como questionamentos de conteúdo similar ao que ocorre na CBH.

Na Confederação Brasileira de Basketball, uma assembleia/eleição considerada válida só ocorreu após um interventor ser nomeado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro a pedido da oposição.

Na Confederação de Judô, a oposição iniciou uma tentativa emplacar um novo processo eleitoral e conseguiu liminar nesse sentido após confusão no pleito realizado no mês de março.

Já na Confederação de Surf, a eleição realizada em 30 de dezembro de 2020 foi anulada pelo juiz Joanisio de Matos Dantas Júnior, em 25 de março de 2021, após questionamentos de seis federações. A direção da entidade recorre em segunda instância e um resultado a respeito deve sair ainda em abril.

E O HIPISMO?

Em relação à CBH, três processos com diferentes teores de questionamento sobre a controversa eleição na entidade, realizada em 30 de janeiro, ainda estão sob análise judicial.

Motivo: supostas irregularidades, com indicativa da prática de fraude eleitoral, em favor do grupo situacionista. Conforme já divulgado, o pleito teve duas chapas se declarando vencedoras.

Há, portanto, a expectativa por despacho a ser proferido pelo juiz sobre: anulação de assembleia; agendamento de novas eleições; e até mesmo decretação de vitória da chapa CBH “Forte e Ativa”.

Os processos já estão na esfera judicial há um tempo considerável: o primeiro, para se ter uma ideia, acaba de completar 60 dias no aguardo de análise e decisão.

PROCESSO FORTE

O último processo, que trata justamente de anulação de assembleia e realização de novas eleições, é embasado justamente numa ação proposta por dez federações, mais quatro representantes de atletas, o que significa dizer que a adesão foi formada por maioria de 56% de todo o colégio eleitoral – considerando que todos possam votar.

Esse processo, que é tido como o mais forte porque conta, justamente, com a parte majoritária e convicta dos votantes, está com juiz há cerca de duas semanas e meia. Seus subscritores estão confiantes na efetiva determinação de novo pleito.

A comissão eleitoral nega fraude, mas não convenceu parcela significativa de cavaleiros brasileiros, como os campões Rodrigo Pessoa e Doda Miranda, que dão aval à promoção das aguardadas novas eleições.

A cada dia, nesse sentido, cresce a expectativa de atletas e dirigentes por uma sólida definição de rumos no âmbito do hipismo nacional.

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