‘Nunca tinha visto uma união tão forte’, diz Doda sobre cavaleiros

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Campeão se refere aos efeitos da controversa disputa na CBH e defende novas eleições

Atento observador da recente e tumultuada eleição da Conferação Brasileira de Hipismo (CBH), Doda Miranda revela um “ponto positivo” do episódio: “Em meio às manobras dessa chapa [situacionista] brotou uma união dos cavaleiros que eu nunca tinha visto na vida”, afirma ao blog.

Segundo ele, o sentimento de unidade aflorou de tal forma que mobilizou e aglutinou “pessoas de lados contrários”.

O cavaleiro faz alusão às impugnações impostas pela comissão organizadora do recente processo eleitoral – controversa medida que impactou diretamente na chapa oposicionista, capitaneada por Barbara Laffranchi.

Com suas próprias contas em mãos, a chapa de declarou vencedora – assim como fez a situacionista, encabeçada por Francisco Mari (Kiko). 

‘VAR do hipismo’

“Nem falo de preferência política, mas de lealdade, honestidade e transparência”, emenda Doda.

“Realmente é um absurdo isso que está acontecendo porque, se é tão óbvio para essa chapa do Kiko que eles ganhariam, por que entrar com tanta artimanha e acrobacias legais/jurídicas?”, questiona.

Para Doda, o “VAR do hipismo”, nesse momento, seria justamente a realização de novas eleições. “De forma transparente para ver quem ganha mesmo”.

“O que não pode é ter alguém se achando no comando que não é sequer reconhecido pela Federação Equestre Internacional… E pior: pela grande maioria dos atletas”, continua o cavaleiro campeão.

“Como pode estar tranquilo ali, sentado numa cadeira de presidente, e ficar nadando contra a maré dessa forma. Não consigo entender”. Kiko, por sua vez, já disse que o referido processo eleitoral seguiu as regras vigentes.

Olimpíada: confiança e incertezas

Nem panorama olímpico ainda cercado por dúvidas, Doda Miranda alimenta, ao menos, uma convicção: “A equipe do Brasil reúne condições de ter um time forte”, diz. 

Entretanto, os receios de Doda, apesar da confiança em boa performance de grupo, têm dupla – e compreensível – motivação: a epidemia de Covid-19 e os efeitos da polêmica eleição da CBH.

“Minha dúvida é se essa Olimpíada vai de fato acontecer e, em acontecendo, se o hipismo estará nessa. Espero que eu esteja enganado”.

‘Termômetro’: Copa das Nações

Medalhista com o bronze nos Jogos de 1996 e 2000, o cavaleiro é realista no que se refere ao grau de dificuldade – “Olimpíada é Olimpíada” –, mas cita o recente terceiro lugar nacional na Copa das Nações de Salto, na Flórida, para fundamentar sua esperança sobre Tóquio – se nada novamente mudar, o evento poderá ocorrer em julho e agosto.

“É muito legal ver o Rodrigo [Pessoa] de volta, com um cavalo à sua altura para melhorar ainda mais e, assim, ter tido percursos maravilhosos… O Chiquinho [Luiz Francisco Azevedo] também… Rodrigo Lambre sempre um batalhador nato e companheiro de equipe que todos torcem para ter ao lado… E Yuri [Mansur] também com bom resultado”.

Doda lembra, ainda, que o Brasil conta com o talento competitivo de mais cavaleiros nos EUA e aqueles de grande potencial na Europa, como Marlon Zanotelli e Pedro Venis, entre outros.

Realizada na sexta-feira (5/3), a Copa das Nações consagrou os anfitriões Estados Unidos em primeiro lugar com a Irlanda em segundo.

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