‘Imbróglio jurídico pode impedir Sul-Americano no Brasil’

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Os efeitos da controversa eleição da Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) não param. Após a entidade divulgar que busca junto à Federação Equestre Internacional (FEI) a realização do Sul-Americano da Juventude em São Paulo, o advogado e vice-presidente da chapa oposicionista “Forte e Ativa”, Fernando Sperb (Fêfo), foi procurado pela nossa redação.

Para ele, o “imbróglio jurídico” do pleito, que resultou em dois grupos se declarando vencedores, no dia 30 de janeiro, pode atrapalhar a sua ideia de trazer o evento para o Brasil, depois que o Uruguai o cancelou por causa da pandemia causada pelo Covid-19.

Fêfo frisa, inclusive, que seria maravilhoso trazer o evento para o Brasil e que já estavam trabalhando com essa hipótese junto à FEI, mesmo antes de serem definitivamente empossados, mas a FEI não reconhece a vitória de qualquer uma das Chapas, o que hoje torna inviável a autorização para a CBH realizar o evento no Brasil. “Para o bem do hipismo, precisamos resolver rapidamente essa situação. Acredito que aos sermos declarados vencedores e empossados , conseguiremos trazer o evento para o Brasil.”

Novas eleições

“Essa falta de reconhecimento da FEI decorre justamente por conta das diversas irregularidades que marcaram o processo eleitoral”, ressalta. “Nossa comunidade, em sua maioria, não está aceitando. É preciso termos um processo eleitoral lícito, ganhe quem ganhar. Precisamos pensar em prol do hipismo”.

“Por isso mesmo é que defendemos novas eleições – limpas, justas e dentro da legalidade, o que não ocorreu nessa primeira”, acrescenta.

O advogado observa já ser público e notório a ocorrência de impugnações indevidas conduzidas pela situação – as mesmas que, agora, “serão revistas no Judiciário”.

 ‘Efeito Covid’

Vale lembrar, aliás, que a competição foi cancelada no Uruguai por conta da Covid-19 – e, no Brasil, o momento em relação à pandemia é ainda mais desafiador. 

‘COB não reconhece licitude de eleição da CBH’, diz Fêfo

Não procede a afirmação da CBH a este blog de que o Comitê Olímpico Brasileiro reconheceu a lisura de sua recente e tumultuada eleição. A observação é feita pelo advogado Fernando Sperb (Fêfo).

“O COB não reconheceu a licitude das eleições e nem poderia fazê-lo porque não cabe a ele. Apenas emitiu uma declaração de recebimento do e-mail da secretaria geral da CBH de que houve eleição e que o senhor Kiko Mari teria sido eleito presidente”.

Ato burocrático

Vice na chapa oposicionista “Forte e Ativa”, encabeçada por Barbara Laffranchi, Fêfo pontua: “Todos nós sabemos que a chapa do senhor Kiko é a da situação e, portanto, a situação fez o comunicado. O COB tão somente registrou o recebimento do informe. Nada além disso. Tanto que o COB afirma em ofício a nós endereçado, que a resolução desses conflitos cabe aos meios adequados. No caso da CBH, ao Poder Judiciário.”

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