Hipismo ainda amarga indefinições a um mês dos Jogos Olímpicos de Tóquio

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Muitos analistas políticos acreditam que o Brasil vive uma campanha antecipada à Presidência da República. No caso do hipismo, é o contrário. Observadores avaliam que o esporte sofre com um arrastado atraso em questões de política interna que já deveriam ser página virada.

A indefinição ganha contornos mais dramáticos a um mês dos Jogos Olímpicos de Tóquio (23/7 a 8/8). Hoje, 23/6, é o chamado Dia Olímpico. Uma data que procura pontuar essa expectativa assinalada no calendário mundial. O período de 21 a 25 de julho é considerado Semana Olímpica.

Seria ideal que o hipismo brasileiro estivesse todo focado nessa cena marcada por preparativos e disputas, uma vez que participa dos Jogos desde 1920, em Antuérpia, Bélgica. Porém, não são poucos os cavaleiros que, já há alguns meses, manifestam sua preocupação com a dispersão de atenção na modalidade gerada pelas incertezas a respeito do comando da CBH (Confederação Brasileira de Hipismo).

A tensão, segundo fontes ouvidas pelo BLOG, tende a crescer com a recente recusa da entidade em tornar público o teor de sua resposta à carta da FEI (Federação Equestre Internacional) que pede novas eleições livres e democráticas na CBH – algo pretendido também pela oposição.

Uma dessas vozes de preocupação é a do campeão Doda Miranda que, ao enaltecer o potencial dos atletas, em matéria publicada por este BLOG, já via com temor a politização do contexto nacional.

Ele disse ainda em maio: “Os tantos cavaleiros que a gente tem agora para Tóquio devem estar lá, de fato, somente preocupados com os obstáculos. Já é preocupação suficiente quando estamos falando de uma Olimpíada”.  E mais: “Você pega os cavaleiros em seletiva para Tóquio e a grande maioria já manifestou solidariedade por novas eleições transparentes”.

Em outras palavras: a avaliação dos observadores é a de que os dias que precedem as Olimpíadas deveriam ser de tranquilidade para toda a comunidade hípica, não de turbulência. De estratégia, não controvérsia.

E de legítima torcida por grandes resultados do Time Brasil e equipes de apoio, não por risco real de suspensão da entidade brasileira – sinalizada na carta de alerta da FEI. A aguardar os próximos capítulos.

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