Editorial – CBH precisa se posicionar publicamente sobre pedido da FEI por nova Eleição

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Caiu como uma bomba, ainda em maio, a carta do presidente da FEI (Federação Equestre Internacional), Ingmar de Vos, que pede nova eleição em até três meses na CBH (Confederação Brasileira de Hipismo). E mais: sinaliza com o risco de suspensão da afiliada brasileira.

A oposição já se manifestou: nova eleição segue sendo uma das bandeiras no desempenho de seu papel crítico e, por isso mesmo, viu com otimismo o ultimato da FEI. Já a CBH mantém-se publicamente quieta.

Seria uma tentativa de minimizar o impacto da carta enquanto torce para que os preparativos rumo às Olimpíadas de Tóquio monopolizem todas as atenções?…

Sem contar os pais que tanto aguardam pelo Sul-Americano da Juventude no Brasil, mas, não bastasse a pandemia da Covid-19, o antagonismo entre FEI e CBH parece deixar mais distante o aval ao evento do órgão máximo do hipismo mundial.

Atravessamos maio, junho e já estamos às portas de julho. A comunidade hípica tem o direito de conhecer a posição oficial da CBH diante de um documento de conteúdo tão veemente como é o da carta.

Aliás, Ingmar de Vos não ficou apenas na cobrança por um ponto final no impasse nacional. Ele, textualmente, coloca-se à disposição para prestar assistência no que se refere à nova eleição e compromete-se a observar o processo com atenta imparcialidade.

É compreensivo que a CBH, por meio de suas assessorias internas, analise com calma todos os aspectos da carta, mas não é razoável tamanha demora em emitir um comunicado a respeito.

Respeito é o que a comunidade hípica mais quer. O relógio dos três meses citados pela FEI está correndo. Se o tempo, como diz o velho ditado, é o senhor da razão, a CBH já o teve de sobra para dar, ou não, razão à FEI.

Por enquanto, de forma pública, os cavaleiros, seus familiares e demais profissionais do esporte só receberam silêncio quando o que mais anseiam é por uma voz de comando que os leve para frente.

Ao não externar suas providências em relação à carta da FEI, a CBH se apequena e, ao seu modo, dá um gritante salto para trás.

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