Doda volta a pedir união, transparência e respeito à maioria

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O campeão Doda Miranda subiu o tom de cobrança por um efetivo respeito à vontade da maioria no contexto das eleições na CBH (Confederação Brasileira de Hipismo).

“Quem perde, de fato, é o esporte”, diz o cavaleiro em referência ao tumultuado processo de escolha dos mandatários da entidade – marcado, nos últimos meses, por idas e vindas nos tribunais.

Ele acredita, contudo, que a união de atletas, empresários e familiares segue forte “para fazer com que as coisas ocorram da maneira correta, legal e dentro de uma transparência”.

“Hoje você pega os cavaleiros em seletiva para Tóquio e a grande maioria já manifestou solidariedade por novas eleições transparentes”, ressalta Doda.

‘Muita bagunça’

Vale lembrar que uma nova eleição, com os mesmos dois grupos do começo do ano, chegou a ser realizada em 12 de maio, após aval judicial, mas decisão de última hora de um desembargador barrou o consequente reconhecimento do triunfo majoritário, naquele dia, da chapa liderada por Bárbara Laffranchi.

“Então foi feita essa eleição e, mais uma vez, a chapa [situacionista] usou de artifícios para poder revogar uma decisão na qual o juiz pedia novas eleições”, resume Doda sobre o episódio.

A chapa em questão, conforme já noticiado, é encabeçada por Francisco José Mari, o Kiko, que, assim, segue circunstancialmente à frente da CBH. A comissão eleitoral original já negou irregularidades.

Foi, entretanto, graças aos indícios de manobras que a oposição conseguiu novo pleito justamente por detectar, em suas contestações, supostas fraudes adotadas na controversa disputa de 29 de janeiro – na qual os dois lados concorrentes saíram se declarando vencedores.

“De um lado temos cavaleiros com bastante potencial e performances brilhantes paras as Olimpíadas. Mas, de outro, essa instabilidade política pode afetar, de alguma forma, em resultados por causa de comunicação e organização. Está muita bagunça”, enfatiza Doda.

Expectativa por solução

Em meio à leitura crítica do momento pelo qual passa a modalidade, Doda procura não deixar a esperança ser derrotada: “Espero e tenho muita fé que, em breve, nas próximas duas semanas, tudo seja resolvido”.

O campeão aproveita para lançar um alerta a respeito de competitividade internacional. “Os tantos cavaleiros bem montados que a gente tem agora para Tóquio devem estar lá, de fato, somente preocupados com os obstáculos. Já é preocupação suficiente quando estamos falando de uma Olimpíada”.

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